sábado, 5 de março de 2011

Pesquisadores expõem problemas da área Itaqui-Bacanga

A área Itaqui-Bacanga necessita de uma legislação voltada para o micro zoneamento que estabeleça a regularização fundiária urgente, sob pena de agravarem-se os problemas territoriais já existentes.

A análise foi feita na tarde desta quinta-feira, 25, pelo biólogo Márcio Costa Fernandes Vaz dos Santos, durante a audiência pública sobre o tema “Gestão Compartilhada e Ordenamento Territorial da Bacia do Bacanga e Itaqui”.

A audiência integrou o I Seminário de Gestão Compartilhada das Bacias Hidrográficas do Maranhão, que está sendo promovido pela Assembléia Legislativa no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana.

Márcio Costa Fernandes dos Santos, professor da UFMA e mestre e doutor em Ciências Ambientais, foi o primeiro expositor da audiência pública desta tarde, que reuniu lideranças comunitárias da área Itaqui-Bacanga, estudantes de escolas públicas, representantes de organizações não-governamentais, técnicos da prefeitura e do governo do Estado, universitários e parlamentares.

Ao discorrer sobre o tema “Visão Territorial da Bacia do Bacanga”, Márcio dos Santos explicou que São Luís é um arquipélago formado por várias ilhas, cuja área Itaqui-Bacanga possui 250 mil moradores, dos quais 20 mil estão morando abaixo da linha do mar, sofrendo as conseqüências das enchentes.

Márcio dos Santos explicou que além dos problemas ambientais decorrentes da falta de saneamento, o grande contingente demográfico, ocasionado pelas invasões, está fazendo o Parque Estadual do Bacanga diminuir sua extensão territorial. O mesmo problema está ocorrendo na área do Distrito Industrial, que conta hoje com apenas oito mil hectares.

O pesquisador ressaltou que na área Itaqui-Bacanga existem cerca de 100 mil posseiros sem documentos de titularização, cuja ocupação crescente está provocando o aumento de famílias habitando em áreas de risco.

SANEAMENTO

A professora Ediléa Duarte Pereira expôs o segundo tema da audiência pública sobre o Itaqui-Bacanga, traçando um diagnóstico ambiental da área. Ela defendeu a preservação das bacias hídricas da Ilha, alertando que qualquer reserva de água doce deve ser preservada. O maior agravante, na avaliação da geóloga e especialista em educação ambiental, são as invasões que vêm provocando grandes danos ao Parque Estadual do Bacanga. “Nós não podemos mais perder um milímetro deste parque”, disse ela.

De acordo com Ediléia, o Parque Estadual do Bacanga sofreu sua maior densidade demográfica a partir da década de 80, com a instalação das empresas Vale e Alumar, que atraíram grande número de famílias do interior. Segundo ela, a instalação de empresas é importante ao estado, mas sem planejamento, acabam resultando em grande degradação ambiental. Outro problema sério apontado pela pesquisadora é a falta de rede de esgotamento sanitário na área.

Ediléia destacou os problemas mais graves da área, dentre eles, os desabamentos, o excesso de resíduos sólidos, as queimadas e a erosão. “Os problemas estão aí e para atenuá-los, é importante o enfrentamento dos conflitos da melhor forma possível, para o bem das gerações futuras”, enfatizou.

A visão social da área foi enfocada pelo médico e professor Fernando Guimarães Ramos, ex-reitor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Ele apontou sugestões para os problemas a partir de experiências vitoriosas das comunidades do Sá Viana e Vila Embratel. Pediu aos líderes comunitários presentes na audiência que não esperem apenas as ações do poder público para alcançarem a qualidade de vida que tanto necessitam.

Fernando Ramos lembrou que a comunidade da área tem uma grande capacidade de organização e que só precisa estar integrada e confiar no seu potencial, cujo testemunho poderá ser excelente até mesmo para apagar o estigma de ser uma área de grande incidência de criminalidade.

Ele disse acreditar que a área Itaqui-Bacanga possa ser referência para o exercício da cidadania e garantia do respeito ao ser humano.

Uma visão cultural da área Itaqui-Bacanga também fez parte da abordagem da audiência pública, com explanação do doutor em Ciências Culturais pela PUC-SP, Carlos Benedito Rodrigues da Silva. Mais dois temas também foram explanados: Visão Econômico Social/Empresarial, pelo advogado Pedro Dantas da Rocha Neto, e Visão Político/Constitucional, apresentado pelo comunicador social e ecologista João Batista Brússolo Júnior. Em seguida, foi aberto o debate público com a participação das lideranças comunitárias.

3 comentários:

  1. O POVO TÁ DESMATANDO , QUEIMANDO E VENDENDO TERRENOS E ATRAINDO O TRAFICO DE DROGAS ... NO FINAL DA RUA VITÓRIA RÉGIA , ATRÁS DOS TRANSMISSORES DA RÁDIO AM - MIRANTE NA VILA EMBRATEL , SÃO CONSEQUÊNCIAS DAS ELEIÇÕES .

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  2. A ÁREA DO SITIO ILHINHA FOI POVOADA NOS ANOS 70 PELA FAMILIA DO SR. MILSON RIBEIRO FRANÇA , O GOVERNO DO ESTADO DO MARANHÃO, NÃO TINHA CONTRATO DA SPU E ATRAVÉS DO DECRETO FEDERAL,78.129/76 PARA INPLANTAÇÃO DO POLO SIDERURGICO(SIDERBRAS)NO PRASO DE 2 ANOS E NÃO FOI FEITO NADA E AGORA FUNCIONARIOS DO ITERMA PROPOEM LESAR OS ANTIGOS DONOS EM DIVIDIR PRA SATISFAZER OS SEUS ALIADOS POLITICOS .

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  3. O NOVO MODELO DE FAZER POLÍTICA NO MARANHÃO , É OFERECER AS MORADIAS DO PAC ,TERRAS DOS QUILOMBOLAS ,INDÍGENAS E DOS ANTIGOS DONOS DE SÍTIOS...ATRAVÉS DE PARCERIAS COM COMERCIANTES,LIDERES COMUNITÁRIOS,FUNCIONARIOS PÚBLICOS , CORRETORES ,CANDIDATOS ,POLITICOS PERNICIOSOS E CONPANHIA ILIMITADA DAS DROGAS .

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